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A História

        A origem do atual município data de meados do século XIX. A sede original da vila era Santo Antônio do Arrozal, distando poucos quilômetros do atual centro do Município. Outrora Orizânia foi conhecido como Quilombo. Poucos são os registros escritos sobre a denominação de Quilombo, mas a história oral registra que nas montanhas onde nasce o rio Carangola viviam escravos fugidios e ex-escravos alforriados ou libertos.
Dentre os poucos registros que consignam o primeiro nome do lugar está a obra publicada postumamente de Antônio de Souza Costa: “Alto Carangola, no tempo da mata virgem, tinha nome de Quilombo, por ser o lugar onde os escravos se escondiam dentro das matas, por não quererem sujeitar-se ao trabalho forçado que o Sinhô exigia deles. (...) Naquela época não existia policiamento para fazer prisão de fugitivos. Em lugar atrasado, longe do comércio, os próprios fazendeiros saíam com alguns de seus parentes e amigos, e com alguns empregados de confiança, e iam até ao Quilombo, e traziam os fugitivos.” [6]
Ainda hoje é possível ouvir dos septagenários e octanegários referência ao nome do lugar como Quilombo. Reforça a expressão a origem do vocábulo Carangola que é de origem africana, em cujo culto se encontra a entidade chamada Exu Carangola e a região de Carangole na Angola.
Em torno da Igreja de São Sebastião cresceu a vila que se tornou o atual município de Orizânia, tendo o antigo juntamento de casa que se traduzia no incipiene centro urbano até o final do século XIX se desconstituído, mantendo-se até hoje o nome de Santo Antônio do Arrozal. O despovoamento de Santo Antônio do Arrozal, que fica há cerca de 2 km do atual centro do município, deu lugar ao surgimento de um novo centro urbano. A Vila foi então denominada Alto Carangola, e, depois, Arrozal. Em 1890 o ex-povoado foi elevada a distrito, mas pertencendo ao Município de Manhuaçu. No ano seguinte, 1891, foi transferido para o Município de Carangola. Vários foram seus nomes até chegar ao atual, originário do latim (Oryz = arroz).
A transferência do distrito de Manhuaçu para Carangola decorreu de melhor mapeamento da Serra da Onça, que divisa as águas da Bacia do Manhuaçu do Bacia do Carangola. O rio Manhuaçu desagua no rio Doce que tem o estuário no Estado do Espírito Santo. O rio Carangola desagua em Itaperuna no rio Muriaé e este no rio Paraíba do Sul em Campos do Goytacazes chegando finalmente no Oceano Atlântico no Estado do Rio de Janeiro.
As nascentes dos Rios Manhuaçu e Carangola distam uma da outra menos de 2 km. Cada qual num lado da Serra da Onça e desaguam uma ao norte do Estado do Espírito Santo e outra no Rio de Janeiro. Tais bacias dagua contornam a Serra do Caparaó.
A etimologia de Orizânia ligada ao plantio de arroz é a oficial, embora haja quem busque a origem da palavra na extinta tribo indígena não Tupi, proveniente da Bahia, dos Orizes, cujo membro era Oriz.[7] Pouco provável a origem nas tribos indígenas provenientes de onde hoje é a Bahia, pois a região do Vale do Carangola era habitada pelos índios Puris e, posteriormente à ocupação de Campos dos Goytacazes pelos colonizadores, pelos índios Coroados.
Com a emancipação do município Divino em 1943, Orizânia passou à categoria de distrito deste novo município, de quem se emancipou em 21 de dezembro de 1995.